25
jan
10

netuno

Filho de Cronos e Réia, assim como seus irmãos, foi devorado pelo pai logo ao nascer, devendo a Zeus seu retorno à vida. Foi elevado à dignidade de deus principal no momento da partilha do governo do universo, tornando-se o soberano do mar, dos lagos e dos rios, o deus da navegação, das tempestades e dos terremotos, invocado pelos marinheiros que queriam garantir uma boa travessia. Tinha como atributos o tridente, o delfim, o cavalo e o touro.
O contato com o grande oceano do inconsciente coletivo, esse eterno armazém de imagens e sonhos, pode trazer terremotos psíquicos. Em geral, porém, os astrólogos percebem Netuno como um planeta suave, quase feminino pois o netuniano típico vive em outro mundo, sua visão volta-se para uma realidade interior que pode criar castelos de fantasia que deliciam as multidões ou que podem levar o nativo a um submundo escuro de escapismo e abuso de substâncias tóxicas.
O êxtase é ao mesmo tempo o dom e o defeito fatal do indivíduo netuniano. Os astrólogos com freqüência referem-se à década de 1960 como uma época muito netuniana – as drogas, os arroubos amorosos, o idealismo, a colorida roupagem boêmia sugerem Netuno muito fortemente. É perigoso ser possuído por um arquétipo. O ego humano comum não consegue lidar com isso. O xamã saudável, que cura a tribo, não cai vítima do tipo de possessão arquetípica que aflige tão facilmente os netunianos contemporâneos. Ele executa sua dança divina, tira sua máscara e volta à consciência humana comum.
Netuno instalou-se nas profundezas psíquicas do homem, tornando-se o símbolo de tudo aquilo que em cada um de nós não é consciente nem visível. É tão importante como fator astrológico que suas atribuições simbólicas ainda hoje são amplamente experimentais e as pesquisas a seu respeito são intensas. É possível ver o tridente como símbolo das profundezas inconscientes que dominam o consciente, pois os abismos marinhos são também símbolo do inconsciente e o depósito de tudo o que foi posto de lado. Portanto, ele agita as águas, provoca maremotos, faz a terra tremer e afundar, suscita os monstros do mar (os monstros do inconsciente) e engole deuses e criaturas numa clara analogia com o mecanismo de introjeção e do afundamento do Eu no Inconsciente.
Quando Netuno corteja Tétis, a Nereida, para casar-se com ela, uma profecia o alertou de que o filho nascido dessa união tornar-se-ia mais importante que o pai; Netuno, então, renunciou ao casamento com Tétis para evitar que se repetisse o trágico tema dos pais. Ora, Netuno é, portanto, o princípio de sublimação, de superação. É a renúncia à intenção para melhorar a consciência de si pois Netuno é um impulso irrefreável da energia psíquica instintiva que não conhece obstáculos, a expressão do Inconsciente Pessoal e coletivo. Porém, uma das coisas mais difíceis é espanar areia de nossos olhos, despertar e manifestar nossas visões, libertar-nos da escravidão e do cativeiro porque, uma vez em liberdade, precisamos fazer escolhas sozinhos, aceitar a responsabilidade por essas escolhas e viver de acordo com elas. E muitos de nós preferem viver de olhos fechados, culpando as outras pessoas por sua desgraça.
Negação significa “olhar para outro lado”. A negação baseia-se em olhar para longe da realidade. Quando a realidade (Saturno) é ignorada ou negada, Netuno toma a dianteira com sonhos, fantasias, vícios, ansiedade desenfreada, etc. Então o desafio é manter-se ligado a seu centro espiritual interior enquanto continuam a viver no plano material.
Como deus das tempestades e terremotos, Netuno era capaz de liberar sua raiva primordial e sua intensidade emocional sobre a Terra à vontade. Esse aspecto de Netuno não é bem compreendido, mas é o resultado quando emoções e instintos não tem permissão de existir na superfície ou quando não são liberados em intervalos apropriados.
Rejane Woltz Barbisan
Astróloga
20
jan
10

URANO

Antes dos deuses, o espaço apresentava apenas uma confusa massa, em que se confundiam os princípios de todos os seres.
O Céu (Ouranos) tornou-se esposo da Terra (Gaia) e da união de ambos nasceram os Titãs, dentre os quais sobressaem o Tempo (Cronos, mais tarde confundido com Saturno), Oceano, pai dos rios, Atlas, personificação das montanhas, Japeto, antepassado do gênero humano. Os Relâmpagos (Ciclopes) e as Tempestades (Hecatonquiros), igualmente nascidos do Céu, surgem um instante, depois desaparecem, sem que saiba para onde vão. É que o Céu, quando lhe nascem filhos de tal espécie, os mergulha de novo no seio da Terra, mãe deles. Esta, no entanto, irritada com tal procedimento, instigou os Titãs a rebelar-se contra o pai: o Tempo (Cronos) chefiou-os e, armado de uma espécie de foice chamada harpe, que sua mãe lhe entregara, feriu gravemente o pai, reduzindo-o à impotência. O sangue que caiu sobre a terra fez com desta saíssem as Fúrias; o que caiu no mar deu nascimento a Afrodite (Vênus) personificação da atração.
Urano constitui um dos mais confusos de todos os arquétipos planetários. Como foi descoberto durante as Revoluções Francesa e Americana em 1781, foi relacionado à liberdade, à independência e a uma natureza revolucionária e rebelde. A palavra “pioneiro” foi aplicada aUrano e, de fato, os que nascem com Urano em proeminência parecem possuir um incrível espírito de pioneirismo mas também, com freqüência, vem o sacrifício de uma vida pessoal ou mundana.
Urano é o iconoclasta, o rebelde divino; é também o poder criativo da vontade humana. Seu primeiro aparecimento é como criador, e não como rebelde. A palavra latina Uranus deriva do grego Ouranos, que por sua vez relaciona-se ao sânscrito Varuna. O deus Varunano Rig Veda é o criador e guardião da lei cósmica. Cria todo um universo pela força de seu maya (vontade criativa e não como ilusão). Havendo criado ele também mantém, pois é o juiz e o guardião da lei, a ordem moral que governa o mundo. Ouranos, na antiga Grécia, era o pai-céu original, o primeiro filho de Gaia quando ela surgiu do caos primordial. Tornou-se também seu esposo e os dois deram origem a muitos seres monstruosos, incluindo os Ciclopes, gigantes de um olho só. Seu poder derrama-se do céu como uma chuva. Em Astrologia, recebeu a regência de Aquário, signo sempre associado às “águas da vida”.
O poder da criatividade uraniana raramente chega a nós em sua forma pura, “cósmica”. As primeiras agitações do poder criativo normalmente causam turbulência na psique da maior parte dos indivíduos; essa turbulência se manifesta como rebelião contra o passado.
Urano no mapa astral é comparado à rebelião social de um indivíduo. Embora isso seja verdade até certo ponto, é igualmente verdade que a boemia das últimas décadas foi produto tanto de Netuno quanto de Urano. Também lhe é atribuído talento para a invenção científica, mas devemos nos lembrar no lado escuro da tecnologia.
Urano pode ou não ser socialmente rebelde – suapremência por liberdade pode ser expressa em um nível interno e não por meio de um estilo de vida. O governo tirânico do deus-céu Ouranos deve nos prevenir que a ciência e a tecnologia podem tornar-se forças tirânicas ou limitadoras.
A solidão e o isolamento experimentados quando incorporamos o arquétipo de Urano é similar ao isolamento experimentado pelo arquétipo de Saturno (quando foi destronado pelo seu filho e banido para o Tártaro). Estas condições de banimento e liberdade se apoderam de uma pessoa quando ela está sob a influência de Urano em trânsito ou em progressão. E tudo acontece de forma explosiva – a repentina consciência de que a pessoa pode criar coisas magníficas e o repentino fim ou queda do estado divino que resulta quando a pessoa é trazida de volta à vida real.

Rejane Barbisan

Astróloga

06
jan
10

O Senhor do Carma através das Negociações

Existe um ponto em que as limitações e restrições se tornam inaceitáveis, tanto individual como coletivamente. É quando precisamos assumir responsabilidades por nós mesmos e pelo conjunto da sociedade em que vivemos, desenvolvendo disciplina e força interior.

Saturno representa o limite, o caminho necessário e é uma energia fria, dura e severa, mas dá estrutura e forma ao cotidiano; é alei de causa e efeito em ação, o equilíbrio que leva à justiça. Mas é também o lado inaceitável da personalidade que é reprimido, rejeitado e jogado no fundo do inconsciente. Por meio da ênfase no ego – “eu sou fulano” – Saturno elabora um sistema de defesa contra tudo que percebemos como externo e exige ações concretas e objetivas.

E agora ele está transitando no signo de Libra, considerado o mais equilibrado do zodíaco, porque é a energia capaz de se adaptar, ajustar e ceder para deixar todos felizes. É também a nossa vontade de cooperação, harmonia, parceria, compromisso e senso estético, diplomacia, perfeccionismo, indecisão, frivolidade e vacilação.

Quando Saturno (exaltado), junta sua energia com a de Libra, a tendência é o desenvolvimento do sentido de equilíbrio e retidão moral, a importância da cooperação ao invés da competição, a definição de limites. É tempo de solidão interior e também medo de ficar só, medo de pedir e não ser atendido, de não ser aceito, de lutar pelos objetivos de vida, insegurança.

No plano coletivo, Libra é a energia dos acordos, tratados, negociações, compromissos internacionais, legislação (código penal), orientação da justiça, das diversões e espetáculos. É quando começam os adiamentos, obstáculos nos empreendimentos, problemas nos acordos internacionais, diplomacia equivocada e uma grande falta de realismo político, levando a uma ideologia utópica.

Não são tempos fáceis. Mas podemos tirar o melhor partido das lições que seremos forçados a aprender. E também colaborar, fazendo a nossa parte.

Rejane Woltz Barbisan

Astróloga

30
dez
09

Nodos

Sistema solar5

O conjunto das energias e forças zodiacais são formações complexas, derivadas da Geometria Sagrada e conhecidas através dos aspectos astrológicos e que são usados pela ciência moderna, na forma como distribuem suas antenas de rádio, televisão e celulares, ou quando posiciona algum satélite em órbita terrestre. Os efeitos dos ângulos observados pela ciência correspondem à dos astrólogos e representam facetas das estruturas fundamentais do Universo e remetem às realidades geométricas de fundamental importância.

Os aspectos são estudados segundo graus de força, por exemplo, o trígono (120º) e a quadratura (90º).

Além disso, se acrescenta a questão da tolerância espacial a ser observada na influência destes aspectos, podendo se atribuir 10º para os aspectos mais importantes: trígono, quadratura, quintil, conjunção e oposição; 7º para os de segunda importância: sextil, semi-quadratura, decil; 4º para aos de terceiro grau de importância: semi-sextil, sesqui-quadratura, biquintil; e apenas 1º para os demais aspectos. Como a tolerância é centrada no planeta, considera-se apenas a metade desta margem para cada lado da esfera avaliada.

Devemos ainda considerar que os aspectos se encontram divididos em quatro grupos, relacionados com: o físico ou material, psicofísico ou neutro, astral ou anímico e espiritual.

A espiritualidade está simbolizada pelo triângulo – que são os aspectos benéficos e fluentes – trígono (120º) permite a fluência das energias; sextil (60º) harmonizante; semi-sextil (30º) atuação física: e quincúncio (150º) atuação física.

O material ou físico está simbolizado pelo quadrado – processo de aprendizado e crescimento pela dor – quadratura (90º) gerador de tensão emocional; semi-quadratura (45º) gerador de atritos mentais; e sesqui-quadratura (135º) atua sobre a saúde.

O aspecto astral ou anímico está relacionado ao pentágono, correspondendo à esfera da alma e é intermediário entre os dois anteriores – quintil (72º) efeito de natureza mental; decil (36º) efeito no plano físico; e biquintil (144º) efeito no plano das emoções.

Os psicofísicos ou neutros atuam no sentido de agrupar ou separar forças, e sua natureza depende dos planetas envolvidos – conjunção (0º) relaciona-se ao Sol; e oposição (180º) relaciona-se à Lua.

Rejane W. Barbisan

Astróloga

29
dez
09

Características dos Oito Tipos de Lunação

lua32

Devemos considerar, ao fazer a análise, as limitações impostas a uma pessoa, por seu ambiente social, cultural, etc. O que importa é a qualidade do relacionamento, quando é polarizado para sua contribuição à comunidade ou nação.

O tipo Lua Nova: quem nasceu com a Lua até 45º de distância do Sol.

Tende a ser subjetivo, impulsivo e emocional nas suas reações aos relacionamentos. Confusão ou tendência para se projetar sobre os outros ou o mundo, para viver e amar como se fossem sonhos ou telas para projetar sua imagem ou sombra. Pessoas e situações são enfrentadas sem muita preocupação com o que são realmente – tornam-se símbolos.

O tipo Crescente: as pessoas nascidas com a Lua entre 45º a 90º à frente do Sol no zodíaco.

Novo impulso para a ação que normalmente leva à auto-afirmação, à fé em si mesmo e um intenso desejo de superar obstáculos para alcançar um anseio vital. No aspecto negativo, poderá ser caracterizado por uma sensação profunda, subconsciente, de ser esmagado pelo ímpeto do passado.

O tipo do 1º Quarto: pessoas nascidas com a Lua entre 90º a 135º adiante do Sol.

Crise na ação, atividade administrativa, enérgica. Na pessoa, o impulso é da construção de estruturas que poderão servir para futuros ideais sociais e novo senso de relacionamento interpessoal. O tipo positivo tem vontade forte, sentimento de auto-exaltação ao se defrontar com velhas estruturas em desintegração.

O tipo da Lua Corcunda: as pessoas nascidas com a Lua de 135º a 180º à frente do Sol.

Tendência a dar muita atenção ao desenvolvimento da sua própria capacidade de crescimento pessoal. Desejam oferecer valor e significado à sua sociedade, à própria cultura. Elas trabalham no sentido do esclarecimento de questões pessoais ou sócio culturais, tendo em mente algum objetivo. Geralmente são possuidoras de mente aguçada da capacidade para associar idéias e conceitos. Poderão devotar-se a uma causa ou pessoa.

Tipo da Lua Cheia: com a Lua entre 180º a 135º atrás do Sol, o ápice do ciclo.

Fazem parte dos fatores básicos do caráter a objetividade e a percepção clara nos relacionamentos interpessoais e sociais. O que foi sentido no passado, agora é visto. Indica algum tipo de realização, revelação ou iluminação. Porém, no caso negativo, separação ou divórcio (às vezes, separação da realidade ou divisão interior). Para este tipo de pessoa, o relacionamento ou significa tudo ou repudia todos (exceto aquele “ideal”).

O tipo Divulgador: com a Lua entre 135º a 90º atrás do Sol, no zodíaco.

No sentido positivo, são pessoas inclinadas a demonstrar aos outros o que aprenderam ou experimentaram. Freqüentemente agem como divulgadores de idéias, daquilo que os impressionaram nos estudos, nas suas experiências ou na tradição. O tipo negativo pode tornar-se um fanático ou ser dominado por emoções coletivas.

O tipo do Último Quarto: as pessoas nascidas com a Lua minguante de 90º a 45º atrás do Sol.

As do 1º Quarto representa um estado de crise na ação e as do último Quarto tem a tendência para sofrer de crises na consciência; parece mais importante a materialização das suas crenças ideológicas em sistemas de pensamento definidos e/ou em instituições concretas. Nos relacionamentos pessoais e sociais, tendem a forçar questões baseados em princípios que defendem. Consideram-se pioneiras e podem demonstrar ironia ou senso de humor, ou são incapazes de aceitar críticas.

Tipo da Lua Balsâmica: as pessoas nascidas a menos de 45º atrás do Sol (cerca de 3,5 dias antes da Lua Nova).

O período que representa um décimo do total de ciclo de lunação constitui um estado de transição (sandhya – na doutrina hindu dos ciclos) – ou estado de semente; e esta semente se transformará na base da futura planta, desde que as condições sejam adequadas.

Nas manifestações elevadas, a pessoa pode ser profética e voltada porá o futuro (sentindo ser produto do passado), ou sentir-se possuído por um destino social ou quando, por um poder superior, sente que algo maior do que sua individualidade está ocorrendo e poderá aceitar o sacrifício ou martírio por amor ao futuro (do grupo ou humanidade). Os relacionamentos importantes que experimenta têm caráter de finalidade – meio para alcançar um objetivo transcendente.

O Ciclo de Lunação

Dane Rudhyar

Ed. Pensamento

15
dez
09

2010 – Um ano de Vênus

Este é um ano que promete muitas mudanças. Que vem se configurando há alguns anos, mas que agora terão seu ápice. Desde a entrada de Plutão em Capricórnio, em janeiro de 2008, já começamos perceber que aquilo que representava segurança e estabilidade, tanto para nós, brasileiros, mas também em termos mundiais, está em transformação. Uma nova forma de perceber e se relacionar com os fatos estão se apresentando. Aquilo que era já foi e o que vem, ainda é muito novo e pode ser muito bom, mas nos convoca a uma reavaliação geral, em muitos âmbitos. Pela configuração de aspectos tensos em signos cardinais, como a quadratura de Saturno em Libra e Plutão em Capricórnio, podemos entender que um processo chegou ao fim, ao seu limite. Aquilo que nós mesmos criamos, a estrutura que foi construída já não comporta, não cabe mais, e para muitos, este processo pode ser tranqüilo, mas para outros pode ficar bastante difícil e doloroso, na medida em que os conflitos e os limites se apresentam e se insistimos em manter uma estrutura que pertence ao passado. Vamos ter que lidar com os sentimentos, e com sensações que há muito tempo evitamos, das quais estamos muito distantes. Pode haver exacerbação das emoções, e o desafio será aceitar e manter certa serenidade.

As pessoas, entusiasmadas, estão se movendo com uma aparente segurança individual, calcada na aquisição de bens materiais e na aparência externa, porém insatisfeitas com o rumo de suas vidas, que está sendo questionada apenas num nível superficial, porque a prioridade é adquirir, o que entra em choque com a sensibilidade e as emoções, suplantadas pela posse material.

A instabilidade financeira, junto com o incentivo cada vez maior para o consumo exagerado, se traduz na desmotivação e insensibilidade que vem da necessidade de ter em vez de ser. Essa necessidade tende a mudar, a inverter o foco, na medida em que as circunstâncias externas, no cotidiano das pessoas, também mudam. Isso vai gerar uma ansiedade relacionada com a estrutura de suas escolhas afetivas, familiares; o convívio, a solidariedade e o que podemos compartilhar.

O certo é que, este mundo em que vivemos, está realmente se modificando rapidamente e um novo surgirá. Mas surgirá da reconstrução que faremos neste processo. Então podemos aproveitar imensamente esta oportunidade de criar novas bases, e fazer novas escolhas com mais autenticidade.

Com Plutão transitando no signo de Capricórnio – na Casa XI do mapa da Independência do Brasil, que representa o Senado, os países aliados e o funcionalismo público – as estruturas do governo poderão ficar seriamente abaladas, de maneira gradativa; a desestabilização do Senado poderá ficar ainda mais evidente, gerando completo descrédito da classe política na população, com possíveis conseqüências nas eleições do ano, que poderão surpreender; as garantias propaladas sobre o fornecimento de energia elétrica no país não são consistentes, tendo em vista os “colapsos” que já estão ocorrendo. É muito provável que o crime organizado (e as drogas) aumente de maneira assustadora, saindo do controle, com a população sentindo-se cada vez mais ameaçada, o que poderá causar revoltas e desafios às autoridades constituídas (Urano em trânsito fazendo uma conjunção exata com o Plutão do mapa natal).

Saturno ingressou no signo de Libra em novembro de 2009, o que significa muita cautela e aprofundamento nas relações diplomáticas, alianças, tratados e acordos comerciais. E a partir de fevereiro de 2010, estará fazendo um trígono com Júpiter do mapa do Brasil, o que significa possibilidade de crescimento do turismo, dos entretenimentos, espetáculos; este é o signo que trata também sobre a orientação da justiça. Será um período em que se disseminará a sensação de que tudo vai ficar bem e uma onda de otimismo poderá tomar conta da nação, que estará confiante na estabilidade financeira.

Porém, os aposentados, idosos, trabalhadores urbanos e rurais terão grandes dificuldades no setor da saúde pública (Saturno em trânsito em Libra fazendo oposição ao Plutão natal). Júpiter (a coletividade nacional, os interesses da nação) passando pela Casa I do mapa do Brasil, poderá aumentar a confiança da auto-imagem da nação, gerando otimismo exagerado.

A partir de julho de 2010, deverão acontecer algumas surpresas, nem sempre agradáveis, por parte de elementos muito conservadores e autoridades legalmente constituídas: problemas com países vizinhos (fronteiras comuns); com os meios financeiros; considerando a proximidade das eleições, a paz social poderá ficar abalada, (falta de credibilidade na classe política); o imprevisível comportamento do tempo (excesso de chuvas em uma região e seca em outra) ocasionará problemas nas safras de grãos, afetando a balança comercial. Devido a estes problemas, aparecerão os oportunistas (internos e externos), gerando o enfraquecimento ainda maior das estruturas governamentais e aumentando a insegurança, tanto nas cidades como no campo, a partir de agosto.

O colapso das instituições financeiras foi uma crise anunciada que ocorreu em outubro de 2008, quando Marte (insegurança interna dos países) e Saturno (construção civil), se encontraram no mesmo signo – Virgem (bens imóveis): as pessoas físicas, nos Estados Unidos não conseguiram mais pagar seus empréstimos, levando as instituições financeiras e empresas de grande porte começar a pedir concordata e/ou falência, gerando um efeito dominó de grandes proporções, que afetou a economia global. Embora o Brasil, aparentemente, tenha sido pouco afetado, ainda não está totalmente livre de sofrer algum revés. Se houver gastos excessivos do governo (Plutão natal em quadratura com Plutão em trânsito), ocorrerão graves problemas, sem solução no médio prazo.

Dessas grandes mudanças que se desenvolvem em 2010, o que podemos fazer é olhar para nossas relações e projetos com mais cuidado e atenção. Vale a pena todo esforço para integrar os aspectos importantes e aproveitar para eliminar de vez os que já estão vencidos e ultrapassados. Uma maior clareza dessas mudanças poderão nos deixar um tanto inseguros, mas assim teremos a possibilidade de iniciar este processo dentro de nós mesmos, e quando ele estiver evidente fora já estaremos prontos para acompanhá-lo.

Ana Rodolphi

Fabiana Pizetta

Rejane Barbisan

Astrólogas


12
dez
09

Os segredos do Sol

09
dez
09

PADRÕES CÍCLICOS DE LUNAÇÕES

Os padrões de lunação ocorrem em virtude do movimento da Lua ao redor da Terra.

As fases básicas do ciclo de lunação são quatro, que passam a ser oito quando consideramos a divisão de cada ciclo, daí surgindo a definição de oito tipos humanos, de acordo com o dia de nascimento.

1º: da Lua Nova ao Primeiro Quarto (crescente) – 0º a 90º

Período de atividade instintiva, inconsciente e irreprimível. Percepção subjetiva, com tendência para não distinguir entre desejos, sonhos ou sentimentos e a realidade do mundo exterior. A pessoa procura descobrir quem ela é, até onde pode se expandir e quais as suas qualidades psíquicas. Impulsividade e espontaneidade; confusão de valores e falta de equilíbrio psicológico.

Na distância de 45º do Sol, começa a surgir um estado de tensão de caráter. O desejo de expansão é muito forte, mas a resistência contra aumenta. Isto dá início ao processo de transformação: a percepção objetiva aumenta, desenvolvem-se emoções, complexos e desvios – começa a individualização, que aumenta até a fase crescente.

2º: da Lua Crescente até a Lua Cheia – 91º até 180º

Este é o período no qual os obstáculos devem ser vencidos e o mundo velho deve ser enfrentado com atividade deliberada, que atinge seu auge quando a Lua está a 135º do Sol. Este aspecto é do tipo de luta, na qual a personalidade força suas próprias decisões por um objetivo cada vez mais claro. O indivíduo procura destruir os obstáculos. E, à medida que se aproxima da Lua Cheia, o esclarecimento e maturidade ficam mais fortes, rumo a algum tipo de realização ou compreensão.

3º: da Lua Cheia até o último Quarto (minguante) – 181º até 270º

É quando começa o período minguante do ciclo, que é liberado o poder ativo de percepção, que pode ser partilhado com outros e transformá-los. Por outro lado, neste período há uma cristalização progressiva e depois desintegração de estruturas orgânicas.

A energia solar, que foi liberada na Lua Nova, vai se exaurindo a partir da Lua Cheia. No entanto, o poder do Sol energiza a consciência e a mente do ser humano individualizado.

O ponto crítico é o ângulo de 135º entre o Sol e a Lua. Porém, como é um aspecto minguante, isto é, o refluxo do ciclo, está se encaminhando para a escuridão (inconsciência) do instinto, para a emergência da consciência racional; os ideais devem ser partilhados e transformados em algo objetivamente aplicável; adquirir senso de responsabilidade ou senso de derrota.

4º: da Lua Crescente até a Lua Nova – 271º até 360º

É momento de crise que envolve problemas de percepção e formulação de decisões. O conflito é forte (nível ideológico), assim como a perda da força biológica. Na parte social, é o desafio das velhas estruturas sociais, e o surgimento de pessoas destinadas a agir como “sementes” para o futuro.

Quando chega o aspecto de 45º Sol-Lua (lua balsâmica) – é a propagação da semente e do sacrifício pessoal.

Neste período que antecede a Lua Nova, podem nascer os mártires ou os personagens simbólicos que são a incorporação da necessidade de sua coletividade.

Rejane Barbisan

Astróloga




Condensado de O CICLO DE LUNAÇÃO – Dane Rudhyar

03
dez
09

LUNAÇÕES


Talvez por influência da mídia, as pessoas dão uma considerável importância ao “signo solar”, pois é fácil fazer a relação do dia de nascimento e a posição do sol com relação ao zodíaco.

Na astrologia geocêntrica, a terra é colocada no centro e se torna apenas um receptor de influências celestes, sem participação alguma. O mesmo acontece com a astrologia centrada na pessoa, que acaba se tornando um joguete de forças externas, sem qualquer vestígio de livre-arbítrio. Na verdade, de acordo com as mais recentes teorias quânticas, tudo faz parte do todo, o que nós não conseguimos captar de maneira integral.

A lunação é o relacionamento cíclico do sol com a lua. E os seres humanos podem ser divididos em tipos, de acordo com o período de lunação, classifi8cação esta que se refere a um aspecto do ser humano total.

Pela posição do sol no dia do nascimento, podemos avaliar a natureza básica e propósito arquetípico de um ser humano. Pela fase da lua, isto é, o grau de luz de ela reflete, começamos a compreender o processo de vida opera no indivíduo e qual a atitude que adota ao solucionar os problemas de relacionamento da vida.

A primeira divisão se faz verificando se a pessoa nasceu no período crescente ou minguante da lunação. O crescente é o poder de construir estruturas e o minguante tem o poder de liberar o significado criativo. A segunda divisão é transformação do ciclo em quatro períodos básicos: da lua nova – até o 1º quarto (crescente) – lua cheia – até o último quarto (minguante). Além disso, os pontos centrais de cada período são momentos de confrontos – liberação de energia construtiva ou destrutiva.

(Continua em: Padrões cíclicos de lunação)

Rejane Barbisan

Astróloga

18
nov
09

Astrologia

Um dos principais conteúdos da astrologia é seu aspecto simbólico, que considera os planetas e os signos como símbolos de processos cósmicos e de princípios universais, o que Jung chamava arquétipos. Podemos utilizar esta linguagem simbólica que serve para representar modelos e forças universais. O conteúdo simbólico da astrologia não é completo nem utilizável a menos que seja usado em relação a um quadro global da vida, isto é, holístico.
Poderíamos considerar como fenômeno holístico a antiga lei das correspondências ou das analogias entre as partes e o todo. Jung chama a esta lei das correspondências de “sincronismo”. Quanto à astrologia, determina que tudo o que nasce ou se realiza em um momento determinado, preservará inevitavelmente as qualidades desse momento.
Esta lei da sincronicidade explica porque o horóscopo ou carta natal é determinado com base na hora em que o recém-nascido realiza sua primeira inspiração. É precisamente neste instante que o bebê ajusta seu ritmo individual ao do grande Todo, ao ritmo do Universo. Tudo ocorre como se o sistema nervoso do recém-nascido fixasse os ritmos de seu entorno solar no momento preciso em que seu nascimento o expõe a este mundo material pela primeira vez. Recuperando a visão dos grandes astrônomos/astrólogos do passado, a astrologia considera que este primeiro momento, do cruzamento das linhas espaço/tempo, se trata de um traçado prévio de tudo o que imprime no bebê a natureza terrestre: genético, afetivo, educativo, sociocultural, geográfico, etc.
Dentro ainda do holismo da astrologia, os números (matemática elementar) é de grande importância, visto que tudo são ciclos e estes são previsíveis, como por exemplo, os eclipses, o tempo de duração das precessões, os equinócios, e todos os outros fenômenos materiais do cosmos.
Neste contexto, o mapa natal de uma pessoa mostra as potencialidades com as quais ela nasceu e poderá ou não aprimorar e/ou desenvolver.
Rejane Barbisan
Astróloga



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Astróloga, taróloga, Mestre Reiki.

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